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O VIH afeta o sistema imunitário e, quando não é detetado de forma precoce, os vários sistemas do corpo humano ficam sujeitos ao aparecimento de doenças oportunistas, podendo também afetar o sistema nervoso e causar lesões neurológicas, por vezes, irreversíveis. Estima-se que 66% dos doentes com VIH e com SIDA sofrem complicações neurológicas ao longo da vida.

Quanto mais precocemente se detetar a doença, mais cedo se poderá intervir e criar um plano de atividades físicas para os indivíduos afetados. O papel das equipas multidisciplinares torna-se de capital importância nesta área, sendo que, especificamente, o da Fisioterapia passa por tentar manter a função nestes doentes, estimulando a realização das AVD (atividades de vida diárias), a marcha, o equilíbrio, o trabalho de coordenação motora, a lateralidade e a resistência/força muscular.

Existe uma necessidade crescente de terapia física nos doentes infetados dado que, com o passar dos anos, a doença caminha no sentido de se tornar uma patologia crónica.

 

Autor: Filipa Leal | Assistente Social
Email: filipa.leal@abraco.pt