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Inauguração de Unidade de Rastreio de VIH/SIDA

Braga é o sexto distrito do país com a maior taxa de incidência de novos casos de infeção por VIH diagnosticados

A Associação Abraço inaugurou na passada sexta-feira, pelas 15h40, em Braga, uma nova unidade de rastreio de VIH/SIDA com o objetivo de promover, ativamente, o acesso à prevenção, a realização do teste de rastreio das infeções por VIH, VHB, VHC e Sífilis e a adequada referenciação, nos grupos dos Migrantes, Homens que têm Sexo com Homens, Trabalhadores do Sexo e seus clientes, Utilizadores de Drogas e População sem-abrigo, no Distrito de Braga. Importa referir que Braga é o sexto distrito do país com a maior taxa de incidência de novos casos de infeção por VIH diagnosticados, apresentando no total dos casos acumulados uma taxa de 2,9 novos casos por 100 000 habitantes. 

A unidade foi inaugurada na passada sexta-feira, dia 29 de novembro, encontrando-se aberta ao público desde o dia 2 de dezembro, sendo que tem uma equipa multidisciplinar constituída por Psicólogos, Enfermeiros e Educadores de Pares. A aposta no diagnóstico precoce da infeção por VIH tem sido uma prioridade do Programa de Saúde Prioritário para a Infeção VIH e SIDA. Embora se verifique uma tendência decrescente no número anual de novos diagnósticos de infeção por VIH e novos diagnósticos de SIDA, observada a partir do ano 2000, a taxa de diagnóstico tardio da doença mantém -se das mais elevadas registadas na União Europeia. Em 2017, 51,5 dos novos casos de infeção diagnosticados em Portugal ocorreram numa fase tardia (CD4<350 cél./mm3) e destes, 31,1% com critério de doença avançada (CD4<200 cél./mm3).

 

 

Por outro lado, o país apresenta um tempo médio para o diagnóstico de 3,8 anos. O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o VIH e SIDA (ONUSIDA) e os seus parceiros propuseram um conjunto de metas para orientar e acelerar a resposta à epidemia VIH, designados como os objetivos 90 -90 -90, para serem atingidos até ao ano de 2020: 90% das pessoas que vivem com VIH diagnosticadas; 90% das pessoas diagnosticadas em tratamento antirretroviral; 90% das pessoas em tratamento com carga viral indetetável. Segundo os dados de 2016, Portugal terá já atingido dois dos três 90: 91,7% das pessoas que vivem com a infeção estão diagnosticadas e 90,3% das pessoas que estão em tratamento apresentam carga viral indetetável. Relativamente ao primeiro 90, estima-se que cerca de 4000 pessoas vivem com a infeção e desconhecem o seu estatuto serológico.